quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Enfim te encontrei meu cantinho

Meu cantinho, essa é a definição. Enfim te encontrei, quase que sem querer te achei em meio a tantas outras partes da cidade, a grande. Aquele lugarzinho de divagações e agenda, caneta, cafés, cigarros, observações da tão bela e solitária e tumultuada cidade, a grande. A qualquer hora , a qualquer momento, pode ser ás 08:00, ás 12:00, ás 16:00, a qualquer hora, há sempre o velho pãozinho francês na chapa, a tão caseira manteiga e o principal: os cafés, ah os cafés, sublimes e magnificos cafés, cappucinos, preto, a qualquer hora do dia, em meio a correria, aqueles cafés tão abençoados e urbanos.
Quanta felicidade, quanto prazer, enfim te encontrei meu cantinho, com tanta gente, entra , saí , faz desse belo lugar também o seu cantinho, talvez não com a mesma proporção de prazer, mas vivendo a bela e solitária vida urbana, em meio a minhas agendas, bolsas grandes, cappuccinos, cafés, nicotina, e divagações, profundas e intelectuais divagações.
Mas esse lugar é só meu,  ah meu cantinho, ninguém pode entrar, não, jamais, nunca, nehum free lance, nenhum lance sério, não, não mesmo, ninguém irái invandir meu mundinho tão belo e intelectual, ele é só meu, é como que um lugarzinho de parar, em meio a minha tão bela, solitária, cheia de cafeína, nicotina e divagações, minha tão cinematográfica vida urbana, pois como sei e afirmo e repito: Eu sou é o urbano, eu sou e amo é o urbano, agora no meu cantinho encontrado, da cidade, a grande. 

Daniele Nascimento

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Eu sou é o urbano

Eu sou é o urbano, o urbano tão prático, os cafés nas padarias, os cafés a toda hora, a rotina, a pressa tão leve e suave, o vento, o frio, casacos, a rotina, a rotina, eu amo é isso. Eu sou é o kit de emergência dentro da bolsa grande, carteira, necessaire, agenda para anotações, um dinheiro. Eu sou e amo é o tão tranquilo anonimato da cidade, da grande, eu sou e amo é a bonita solidão da cidade, da grande, eu sou e amo é a sala 1/7, a maquiagem básico / dia, o anonimato, a solidão da cidade, da grande, as compras básicas e clássicas eu sou é o urbano, como Sondra, Polly, Lucy, Samanta, todas. E quem falou que há sorte? no jogo há sorte, muita sorte sempre. Eu sou é o urbano, o urbano com seus cafés, padarias, centro, anonimato, solidão tão bela e tão bela, suave, maquiagem básico / dia, sala 1/7, bolsa grande, eu sou é a rotina, amo e sou a rotina, sempre serei. Então não tente entrar na minha rotina, tão suave e tão minha, só minha, não tente invadir meu mundo e rotina. Eu sou e amo é o urbano, a rotina, sempre e sempre, sou eu, tão eu, meu eu e sempre serei eu.

Daniele Nascimento

domingo, 6 de setembro de 2009

Vivendo o presente, o "cheiro" de hoje

São incríveis, surpreendentes e encantadoras, as conclusões a que chego, durante meus momentos tão belos, como um bosque em um fim de tarde, sentada embaixo de uma árvore grande, com muita sombra, muito vento e aquela cesta de piquenique. Esses são meus momentos de reflexão, sobre a vida, sobre mim  mesma, sobre meu eu. Esse meu momento tão egocêntrico, tão meu.
Hoje, dia 06 de setembro de 2009, pude perbeber que por muito tempo, tenho vivido o "cheiro" do passado, os momentos de meu passado fragmentado, o "cheiro" de um tempo, de uma emoção, de um ritual, de um gosto, um sabor, uma música e quando digo isso não estou me referindo a sentimentos por pessoas, de modo nenhum, me refiro a minha relação comigo mesma, falo do meu relacionamento pessoal com mim mesma.
Não! Isso terminou hoje, neste momento, posso perceber que esses tempos tiveram seus bons "cheiros" porque estavam sendo vividos, comidos, sentidos, saboreados com vontade e sem medo, sem pudor. A partir de agora ás 11:00 horas exatas da manhã deste dia, irei saborear delicadamente e com força, com vontade, o "cheiro" deste meu momento, o "cheiro" de hoje, dos rituais de hoje, das emoções de hoje. Não sentirei mais o sabor do ontem, serão apenas boas lembranças, mas me dedicarei ao hoje, e o hoje será apenas uma boa lembrança amanhã.
Vivendo o presente, essa frase parece mais uma daquelas que se lê em livros de auto ajuda, em reuniões de terapia ocupacional, mas não, essa frase, tem um sentido sobrenatural dentro de mim, porque não ouví, não lí, não, eu a encontrei dentro de mim, num insight maravilhoso, viver o "cheiro" de hoje. Vivendo o presente, o "cheiro" de hoje, no meu casulo tão belo e tão livre. Segue.

Daniele Nascimento

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Oui je' t'aime ma cher

Reencontro, ou encontro real? já não sei o que de fato acontece. E eu que sempre estive a beira de poços, acreditando que necessidades vãns eram insubstituíveis, imagina só, eram vãns precipitações. Daí foi quando após 2.164 dias pude reencontrar ou encontrar realmente (não sei ao certo) o já tão falado ma cher. Noite atrás, em mais uma das milhões e milhares de conversas com uma amiga, filosofamos sobre o botão liga/desliga e que com o passar dos anos e após tantas precipitações, já ligamos o botão sem tirar o dedo de cima, numa espera rápida e ansiosa para o desligarmos novamente, e isso acontece sempre e constantemente, liga, desliga, liga ,desliga, rápido como um cometa, numa mistura de tédio e frieza e sem dar crédito, não, não mais, nunca mais ( é o tão citado).
Mas o melhor que me aconteceu, em meio a tantos liga, desliga, liga, desliga, foi você ma cher, numa introspecção e vida diária, mistura de arte, música, dança, café às 17:00, cigarros, tintas, eu, você, chuva, casacos, cappuccinos, frio, calor, telas, voz, perfumes, seda, fotos, sonhos de padaria, sala fria 1/7, ritual do corpo, prazeres que tomam até a alma, um reencontro ou encontro real, não importa, o que importa é que não vou desligar o botão pra você ma cher, foi mágico como sempre , oui je' t'aime ma cher, me toma a alma, não vou desligar o botão pra você ma cher, não mais, oui je' t'aime.

Daniele Nascimento

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Tintas, cafés, aguarrás, cigarros, pincéis, cercam nós dois ma cher

Cercada por minhas telas ainda não acabadas, acho que o cheiro de tinta tem me entorpecido, minhas mãos sujas de tinta sempre e sempre, rodeada por minhas telas não acabadas. Pinto pra mim e pra você ma cher, mesmo que neste momento você não esteja aqui, já que está dormindo, com o meu perfume que ficou em ti. Eu tão pintor francês e você tão calmo e tão doce no meio das minhas inspirações, você sabe que prefiro pintar sozinha, você me conhece bem.
Tintas, cafés, aguarrás, cigarros, pincéis, cercam nós dois ma cher, te venero e te dedico minhas telas, enquanto ouço aquela velha música, pinto pra mim e pra você e nas telas que te dou, vai um pouco da minha alma tão fria  e da sua alma tão leve, essa mistura que  me deixa tão tonta, é sempre assim, mas vale a pena por mim e por você , minhas telas não acabadas cercam nós dois, no nosso mundinho tão pequeno e tão grande e tão confuso e tão simples, te venero e te dedico minhas telas ma cher.

Daniele Nascimento

Te venero, te dedico ma cher

Após horas de reflexão em posição fetal, num quarto frio e escuro e com uma enxaqueca que me tirava as forças, após confusões não esperadas e não compreendidas, enfim encontrei, encontrei o que antes buscava, em tentativas falhas e constantes e cansativas, entediosas. Descobri que na verdade não espero por nada, é simples e leve, como um cappuccino em dias frios, encontrei novamente a já vivida e sentida paz de ma cher , rituais diários e não ritualísticos, naturais como banhos de chuva.
A paz do frio
A paz de seda
A paz de uma criança
A paz do teu sorriso que ficou
A paz da grande sala fria 1 por 7
A paz de só sair do ritual corpo 1 por 7
A paz dos teus tamancos altos que ficou
A paz das compras simples e necessárias
A paz de um café forte e com açúcar ás 17:00
A paz das madrugadas em claro com os chikens
A paz de estar, simples e viva e simplismente viva
Volta a paz ma cher , te venero, te dedico ma cher .

Daniele Nascimento

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Como um filme antigo

O que não existe mais: A velha euforia, a emoção, o frio na barriga, aquela ansiedade, as lágrimas, os ingênuos e verdadeiros sorrisos, a capacidade de se entregar, a grande capacidade de acreditar, não, essas coisas já não existem mais, se disolveram ao passar dos anos, num primeiro instante ficaram acorrentadas, depois foram se esvaindo pouco a pouco, esses pedaços de ser humano se perderam em alguma parte já esquecida e apagada por mim mesma.
Sobraram a indiferença, nada mais. A indiferença já toma todo o resto, simples assim, numa mistura de tédio e frieza, e por mais que aos olhos de quem assiste pareça estranho, não o é, isso me faz forte, me faz voltar para aquele meu verdadeiro eu, que se debruça sobre as mágicas bibliotecas empoeiradas e os livros clássicos, me faz voltar ao cheiro de tinta que me toma, me envolve, me faz voltar a mim mesma, acompanhada por copo de café quente e forte. Essa sim sou eu, simples e suave, bela e clássica vida, como um filme antigo, isso sim me faz bem, me faz eu, me faz eu.

Daniele Nascimento